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quarta-feira, setembro 16, 2026
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Sophie sorriu para o pai assassino sem saber que seria seu último gesto de afeição antes de morrer

Na tarde desta terça-feira (27), o delegado Rodolfo Daltro, da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), fez uma coletiva de imprensa para falar sobre o crime que chocou Mato Grosso do Sul, onde um genitor (porque esse camarada não pode ser chamado de pai) matou friamente sua filha, Sophie Eugênia Borges, de 10 meses e a mãe dela, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos. Ambas foram mortas esganadas por ele e depois tiveram seus corpos queimados em área de mata no Indubrasil, em Campo Grande, na noite de segunda-feira (26).

O depoimento frio, calculista e sem um pingo de remorso, chocou até policiais mais experientes, que ficaram perplexos com a frieza do criminoso ao contar os detalhes de como matou a esposa e a filha e depois colocou fogo nos corpos das vítimas. Eles precisaram parar o interrogatório por diversas vezes para poder “recuperar o fôlego” diante de tanta crueldade relatada.

“Eu tenho 11 anos de polícia, havia um policial ali na sala, com 22 anos, repito que tivemos que parar. Há certo momento que eu paro, eu como pai, e eles também, os outros policiais que estavam na sala, de tamanha brutalidade e tamanha frieza em relatar, dizer que, como um ator, assim, são detalhes muito grotescos”, comentou o delegado.

Um dos ponto que deixou a todos sem chão, foi o momento em que João Augusto de Almeida, 21 anos, disse que a pequena Sophie sorriu para ele enquanto brincava em cima da cama, sem saber que aquele seria seu último gesto de afeição, já que segundos depois seria asfixiada pelo próprio “pai”.

João relatou que a filha estava no quarto com brinquedos em cima da cama, quando ele entrou e a bebê sorriu para ele. Sem remorso nenhum, o autor pegou a filha pelo pescoço e a asfixiou, matando a criança. Os crimes foram cometidos no horário de almoço do rapaz, que trabalhava em uma distribuidora de bebidas.

Ele ainda contou que desde o 2º mês de nascimento, Sophie era um peso para ele e afirmou em depoimento que se não matasse a bebê de 10 meses, a colocaria para adoção porque tinha “ódio” da filha que teve com Vanessa.

“Esganei ela, não deu tempo de ela chorar. Não senti remorso. Não senti nada. Queria me livrar dela. Depois de um tempo dela nascida peguei raiva dela. Ela era um peso para mim. Tinha ódio dela”, afirma o criminoso.

Conforme o Jornal Midiamax, o delegado contou que no dia do crime, João mudou o horário de almoço que era das 12 horas às 14 horas para 15 horas até as 17 horas. Ele já havia planejado matar Vanessa e Sophie há dois meses. O motivo? João não queria pagar pensão, já que estava cansado de arcar com as despesas da casa, onde o casal morava.

Ainda segundo o Jornal, Vanessa tinha uma conta nas redes sociais de conteúdo adulto, mas, segundo o delegado, João sabia da conta e relatou que Vanessa não lucrava com as publicações. O fato, por si só, não era problema para o casamento, mas sim as contas que ele tinha que arcar com a chegada da criança.

Vanessa e seu assassino

Outro fato que chamou a atenção do delegado Rodolfo Daltro é que “ele tinha desprezo pela condição de serem mulheres”. De acordo com o relato de João, ele disse que não pagaria pensão para duas mulheres.

“Acho que se fosse um filho homem, ele não teria cometido o crime”, desabafou o delegado, ainda chocado com a frieza do rapaz, que sequer era usuário de drogas ou tinha passagens pela polícia. O que reforça, mais uma vez, que agressores não têm perfil, não têm cara e estão mais perto do que a gente pode imaginar.

Outro ponto do interrogatório que deixou os policiais consternados, foi João Augusto demonstrar total frieza ao relatar que “se livrou de um problema” e estava mais aliviado.

O problema? Não querer terminar o relacionamento com Vanessa a ponto de pagar pensão alimentícia para a filha, Sophie.

Ao ser questionado sobre voltar para a casa e dormir, ele disse que se “dormiu melhor”.

“Qual que era o problema? Ele não queria terminar o relacionamento para não ter que pagar pensão para a ex-mulher em relação à criança, o bebê de 10 meses. Eles estão juntos há cerca de 2 anos e a criança nasceu há 10 meses. Ele me relatou que cerca de 8 meses atrás, após o nascimento, começaram a ter problemas e se via muito atarefado com o cuidado da criança e também as despesas estavam sendo muito altas”, disse o delegado.

João Augusto vai responder por feminicídio qualificado, por matar menor de 14 anos e destruição de cadáver, pelas mortes da esposa, Vanessa e da filha Sophie, de 10 meses, segundo o delegado Rodolfo Daltro.

Mesmo bebê, Sophie entra na lista de feminicídio e o genitor responderá pelo crime, em Campo Grande.

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