A perpetuação de um sistema de impunidade em que criminosos veem chances de tentar tirar a credibilidade de agentes policiais que investigam seus crimes, mostra a inversão de valores e a degradação moral do código penal brasileiro, como é o caso do camarada que matou a própria filha de 10 meses esganada, a mãe dela e ainda ateou fogo nas duas, em um enredo de regado a crueldade e a falta de remorso.
O site de notícias TopMídiaNews divulgou nesta sexta-feira (30) que João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, autor do assassinado da esposa, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, afirmou ter sido agredido na delegacia após ser preso em flagrante, na última segunda-feira (26).
O exame de corpo de delito foi realizado na madrugada de terça-feira (28), no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e identificou escoriações no rosto e pescoço de João, além de edema e hematoma na região do olho direito. O laudo classifica as lesões como “corporais traumáticas de natureza leve”. Porém, em seu depoimento que foi gravado, ele afirma que em uma discussão com Vanessa, ela acabou o agredindo no rosto.
Segundo o relatório pericial, João Augusto declarou ter sido vítima de “tortura ou maus-tratos na prisão em flagrante, consistente em tapas, socos e spray de pimenta”. Ele afirmou ainda que não conseguiu identificar o autor das agressões. O laudo médico atesta que, apesar das lesões, não houve incapacidade para ocupações habituais por mais de 30 dias, o que caracteriza juridicamente as lesões como leves.
Já matéria divulgada pelo Midiamax, relata que João foi agredido por “colegas” de cela no na DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), pois sabiam do crime hediondo que ele cometeu e não teriam aceitado o criminoso entre eles. Será que ele quis imputar alguma culpa aos agentes policiais se usando da surra que ele levou na cela? Vindo de uma pessoa que tem a capacidade de matar e queimar uma criança de 10 meses (junto com a mãe dela), sem condições de dar algum tipo de credibilidade.
Como eu disse no primeiro parágrafo, a inversão de valores e a degradação moral do código penal brasileiro, bandidos, pessoas investigadas e suspeitas, sempre vão encontrar respaldo e se transformar em vítimas. Aos invés de melhorias nas ferramentas de trabalho, o Congresso retrocede nesse movimento.
O autor frio e calculista está preso desde o dia seguinte ao crime.

