A área de vegetação nativa derrubada em Mato Grosso do Sul entre 2023 e 2024 superou o tamanho da cidade de Campinas (SP). Ao todo, 839,5 km² de mata foram suprimidos nos três biomas que cobrem o Estado, conforme dados da plataforma de monitoramento Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite)
O Cerrado é o bioma com dados mais recentes: 278,9 km² foram desmatados no último ano. Os três municípios com maior área derrubada nesse bioma são Bela Vista, Jardim e Pedro Gomes.
Seguindo a tendência dos últimos anos, o Pantanal aparece como o bioma mais desmatado no Estado, com 554,17 km² de vegetação suprimida, conforme os dados mais recentes do sistema, referentes a 2023. Corumbá responde por 52,8% desse total, seguido por Aquidauana (7,49%) e Porto Murtinho (7,19%).
Já a Mata Atlântica, bioma com menor presença em território sul-mato-grossense, teve 6,42 km² de cobertura nativa derrubados. Embora o índice por município seja pequeno, o total representa o equivalente a cerca de 900 campos de futebol oficiais.
Queimadas – Quando o recorte é a degradação por queimadas, o cenário é mais positivo. De acordo com a ferramenta Terra Brasilis, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de janeiro até agora, foram registrados 508 focos de incêndio em Mato Grosso do Sul — queda de 64% em comparação com o mesmo período do ano passado.

