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quarta-feira, setembro 16, 2026
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Entendam, ser bandido é uma escolha, não uma imposição do meio

Uma situação me chamou a atenção nesse último final de semana, onde um violento assalto a um ourives de 70 anos, acabou na morte dos três assaltantes. Dois homens e uma mulher renderam o idoso, o espancaram, torturaram e, este só se salvou pois alguém passando pela rua ouviu os gritos de desespero e parou uma viatura da Polícia Militar.

Uma das cenas marcantes da crueldade, que está no vídeo que compõe este texto, é o momento em que a criminosa joga o idoso de uma escada com mais de 50 degraus, ela ainda desceu atrás para agredi-lo mais. Aí foi o momento em que uma viatura chegou e acionou os sinais sonoros, a vítima então conseguiu sair e pedir socorro.

Como o imóvel só tem apenas a porta da escada, os criminosos ficaram encurralados, os policiais então entraram e, segundo informações, eles investiram contra os militares que revidaram. Estavam armados e saíram para matar!

E se fosse seu pai, seu avô, seu irmão, no lugar deste idoso? Assista o vídeo abaixo e avalie quem é a vítima neste crime!

Uma vez um advogado disse para mim: não defendemos o crime e sim os direitos do criminoso. Oi? Mas e o direito das vítimas? dos familiares das vítimas? Eles podem espancar, torturar, bater, atirar, esfaquear… mas quando um policial encosta um dedo em um deles, nooooossa!!

Me desculpem, mas neste caso sou a favor da segurança pública! Não é justo um policial morrer, aquele idoso morrer, nas mãos de quem saiu de casa para subtrair o que não é seu, nas mãos de quem não se dá ao trabalho de ter uma profissão, uma função digna. Ser bandido, como eu disse no título, foi uma escolha deles, e há aquela frase clichê: “Quem comete crime tem dois destinos: cadeia ou cemitério”. A polícia não mata. É alvo de disparos. Ela tem ordenamento jurídico e regulamento para seguir. O bandido, não. A polícia não atira para matar. Ela revida para salvar a própria vida e a de terceiros.

Muita gente se deixou convencer de que alguns crimes é fruto da questão social, o que pra mim soa meio absurdo. Pois já vi muita gente ter uma infância miserável e hoje ter profissão, ser arrimo de família.

Pobreza não empurra ninguém obrigatoriamente para o crime. Fosse assim, teríamos um roubo por décimo de segundo — além de ser um desrespeito às pessoas honestas em geral e às pessoas honestas e pobres, em particular. Falta de oportunidade ou desemprego, também não — os 13 milhões de brasileiros no desemprego e correndo atrás de uma chance são a prova disso.

“Vítima”, me informa o dicionário sobre minha mesa, é alguém que sofreu um dano, desgraça ou infortúnio, ou alguém contra quem se cometeu um crime. Crime, aliás, é algo que existe de sobra no Brasil.

Pelo padrão dicionarístico, as pessoas que foram assaltadas são entendidas como vítimas. Pelo padrão policial/jurídico, idem. E o criminoso, aquele sujeito que aparece como “autor” no registro de ocorrência? Ah, esse é uma vítima da sociedade, foi empurrado para o crime pela desigualdade social, a falta de oportunidades. Será?

O fato é que ninguém é bandido por esporte ou por necessidade. Quem escolhe o crime como meio de vida é responsável pelo que faz e sabe que está fazendo algo errado. Já passou da hora de a sociedade e o Estado tirarem as metafóricas rodinhas da bicicleta e deixarem que cada um assuma seus atos e aguente as consequências. Não dá é para continuar passando a mão na cabeça e tendo bandido de estimação.

 

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