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quarta-feira, setembro 16, 2026
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Saia justa com Associação de Cultos Afros marca abertura dos trabalhos na Câmara de Aquidauana

Uma saia justa marcou o início da abertura dos trabalhos do Poder Legislativo de Aquidauana, na noite desta segunda-feira (03). Representantes das religiões de matrizes africanas, presentes na sessão solene, se sentiram discriminados pelo então presidente da mesa, vereador Everton Romero, por não ter chamado uma representatividade para participar da solenidade, já que padre e pastor tiveram seu lugar de fala preservado.

O presidente da Associação dos Povos de Matrizes Africanas de Aquidauana e Anastácio, Babalorisá Pai André D’Xangô contou que o comportamento soou como intolerância religiosa e desrespeito com os umbandistas e candomblecistas presentes, que são cidadãos que pagam impostos e também são eleitores.

Ele inclusive faz uma comparação, onde ao contrário do presidente da Câmara de Aquidauana, o prefeito da cidade, Mauro do Atlântico, recebeu as lideranças em seu gabinete, ouviu as demandas e se colocou à disposição para ir alinhando a parceria. O prefeito deu tanta importância à visita dos representantes da Associação que fez questão de chamar o secretário municipal de Cultura para participar da reunião.

O prefeito ainda fez questão de registrar a reunião em suas redes sociais, demonstrando respeito pela comunidade dos cultos afros, pois sabe que, independente de religião são cidadãos de bem, trabalhadores e pagadores de impostos.

Mas Pai André conta que, mais que intolerância religiosa, o que anda vivendo na casa legislativa é um racismo religioso, pois não é a primeira vez que outros vereadores tiveram o mesmo comportamento em Aquidauana.

O representante das religiões de matrizes africanas finaliza que a intolerância religiosa na política é a falta de respeito, conhecimento e reconhecimento das crenças e práticas religiosas de terceiros. Ela pode ser uma forma de intolerância ideológica ou política.

“Lembrando que estamos em um Estado laico e o poder deve ser imparcial, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião ou questões religiosas. O presidente só resolveu nos chamar quando viu que nos sentimos desrespeitados e isso no final da sessão, sem cabimento”, finalizou Pai André.

O Pai de Santo também se manifestou no Instagram da Associação, confira aqui.

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