Longe aproximadamente 296 quilômetros de Campo Grande, um comerciante dono de uma distribuidora de carnes, identificado como Elias Ocampos, passou a ser alvos de ameaça na região de fronteira entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul na madrugada desta quarta-feira (17), graças ao preço baixo da proteína que comercializa nas redondezas do bairro San Gerardo (São Geraldo), em Pedro Juan Cabellero.
Como mostram as imagens capturadas por videomonitoramento, o terror de Elias começou após um motociclista parar próximo ao portal da Distribuidora de Carnes por volta de 05h39.
No local, além de duas balas calibre 5.56mm intactas, o indivíduo deixou um bilhete com o nome do proprietário do estabelecimento que termina com a ameaça: “vamos arrancar sua cabeça”.
Entenda
Figura pública local, o ex-secretário municipal de segurança de Ponta Porã, Marcelino Nunes, divulgou o caso através das redes sociais, alegando que Elias teria encontrado os itens de ameaça dentro de uma sacola plástica.
Ao ex-secretário o comerciante declarou sua suspeita, de que as ameaças estão sendo feitas por outros açougueiros da região, que estariam reclamando da concorrência desleal e oferta de produto a custo mais baixo que os demais.
Abaixo, você confere o trecho “ipsi litteris” – pelas mesmas letras – da ameaça deixada para Elias, bem como uma versão com ortografia corrigida em seguida:
“Elias Ocampos Vinhemos te dar o último Aviso Para de Ficar Apertando os carniceiros Aqui de PJC e outra coisa Venda Sua Carne na Presso de todos os carniceiro. Sorte sua que estamos te Avisando Se VC nao Respeitar Vamos Aranca sua cabeca”
[Elías Ocampos. Viemos te dar o último aviso: pare de pressionar os açougueiros aqui de PJC. E outra coisa, venda sua carne pelo mesmo preço dos demais. Sorte sua que estamos te avisando; se não respeitar, vamos arrancar a sua cabeça].
Segundo o comerciante em entrevista à mídia local, como divulgado nos portais Amambay Notícias e Nuestra Realidad PJC, ele não vende barato, mas sim um preço justo, porém um grupo de açougueiros insatisfeitos com o preço teriam recebido até mesmo apoio de autoridades políticias para fechar seu estabelecimento.
No vídeo gravado pelo repórter local Eduardo Pessoa, o homem ameaçado garante que possui toda a documentação para operar, reforçando que seu preço é acessível e “só não vende fiado”.
Agora, as autoridades de Pedro Juan Caballero investigam o caso.

